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Praticando o desapego


A entrega do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano trouxe uma surpresa. O filme japonês Partidas (Departures /Okuribito) levou a tão desejada estatueta no lugar de outros filmes mais incensados pela crítica. Mas afinal de contas, o que Partidas tem que o torna tão especial? Trata-se da história de um homem na faixa dos 20 anos, casado, que toca violoncelo numa orquestra em Tóquio, e esta é dissolvida pelo patrocinador. Ele volta à sua cidade natal com a sua mulher e consegue um emprego no qual ganha muito bem. O que o desagrada é o novo trabalho em si: arrumar defuntos para serem cremados, numa cerimônia em que a família da pessoa morta está presente. À medida em que ele persiste no emprego, começa a perceber a importância do que faz e a dignidade de honrar os mortos em sua despedida.

Um outro filme, este feito para a TV, pela HBO, chamado Correr Riscos (Taking Chance) mostra um coronel que escolta o corpo de um soldado morto na guerra do Iraque para ser entregue a seus pais no interior, e também fala de despedir-se com dignidade.

A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver – e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa, que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.

É preciso saber dizer adeus a quem nos deixa, mesmo sabendo que o que está presente naquele instante é um corpo sem vida. Isso realça a dignidade da vida, não só daquele que morreu, mas de quem ainda vive.

Dizer que a morte faz parte da vida nos faz pensar só no final, mas é muito mais presente do que isso: a cada situação em que precisamos terminar algo para começar uma nova etapa da vida, a morte está ali. Na Índia, a religião hindu tem uma trindade de deuses, formada por Brahma, Shiva e Vishnu. Brahma é o criador de tudo, Shiva é o destruidor e Vishnu o preservador. Parece meio sinistro um deus que destrói, mas é através da destruição do que está gasto que há renovação, que é possível nascer o novo. Não à toa, Shiva é o deus mais adorado na Índia, tendo muito mais templos onde é cultuado, do que os outros deuses da trindade hindu.

Pode parecer absurdo o que eu vou dizer, mas integre a morte em sua vida para que você possa viver mais plenamente. Busque soluções para aqueles problemas que vem adiando, como se o tempo não passasse. Perceba o que já terminou em sua vida, e você não reconhece. Muitas vezes nos apegamos a situações que já não fazem mais sentido, somente pela rotina. Podem ser situações de trabalho, de relacionamento, de hábitos. Viver tendo presente a perspectiva de que morreremos não deveria trazer medo, mas acentuar a responsabilidade que temos de fazer com que a nossa vida tenha o rumo que planejamos para ela. Assim, podemos ser dignos de um dia morrer conscientes de que buscamos (mas nem sempre conseguimos) realizar aquilo que é necessário da melhor forma possível.

Artigo originalmente publicado na revista online Personare.

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Dão ao grão o chão.
Brota o fruto do cerne.
Floresce para dar lugar ao próximo.
Nasce uma esperança a cada dia.
Uma chance.
Uma possibilidade.

Priscilla Benedini

Quem Somos Nós

Somos profissionais legalmente habilitados para atendimento psicoterápico (Psicóloga e Médico) e Terapeutas Biográficos formados pela Escola Livre de Formação Biográfica de Minas Gerais

(Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça).


Rosângela de Santa Anna Cunha

Sou Psicóloga, me graduei em 1985 na UERJ, onde conheci a Gestalt-terapia. Me apaixonei por essa abordagem e sigo como formação de base, o que me permite dentre outros pontos, uma compreensão integrada do ser humano em sua singularidade. Durante o percurso da minha formação, encontrei a pós-graduação em Psicossomática Contemporânea com sua proposta includente, aberta a outras que falam de um homem inteiro, complexo, e não linear em seu processo de adoecimento. A Terapia Biográfica, fundamentada na Antroposofia veio logo após, somando conhecimentos e reforçando em mim a direção que aponta para construção consciente do processo de auto desenvolvimento.

Marcelo Guerra

Sou Médico, graduado pela UFRJ em 1989, comecei a carreira como Psicanalista e depois enveredei pela Homeopatia, que permitiu um entendimento integral do ser humano, como corpo e mente juntos, e não como um ser formado de duas partes que estão sempre em luta. Através da Homeopatia, cheguei à Antroposofia, fundada por Rudolf Steiner, na qual a Terapia Biográfica é baseada, e aí encontrei respostas para a questão do sentido na vida do ser humano. Outras fontes que estudo para a compreensão do sentido são os textos de Viktor Frankl, Carl Gustav Jung, Gudrun Burkhard, Bernard Lievegoed, Leonardo Boff e Joseph Campbell, autores que lançaram uma nova luz sobre a essência do humano.


1+1 é sempre + que 2

Atendimento de casal com o Trabalho Biográfico. Consultórios em Juiz de Fora e Nova Friburgo. Tels: (32)8887-8660, (21)7697-8982 ou (22)9254-4866.

RETRATOS DA VIDA – Biográfico Panorâmico

De 29 de abril de 2010 a 2 de maio de 2010 na Fazenda Pereiras, Itatiba (SP).
De 13 a 16 de maio de 2010, no Seminário da Floresta, em Juiz de Fora (MG).
Vagas limitadas.

A Luz e a Sombra na Alma Humana

Está baseado no segundo trabalho de Hércules, em que o Herói luta contra uma hidra de muitas cabeças, que representam nossas sombras, nossas máscaras, que criamos como defesas e depois se tornam nossas prisões. Este workshop é destinado às pessoas que desejam trabalhar o autodesenvolvimento.

Próximas datas:
12 a 14 de março de 2010, no Chateau dos Jesuítas, em Monnerat, RJ. (Ônibus direto do Rio de Janeiro e Niterói).
26 a 28 de março de 2010, no Centro Paulus, São Paulo, SP.

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  • A Luz e a Sombra na Alma Humana, em Monnerat (RJ). hoje em 13h30
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  • Panorama Biográfico em Itatiba (SP) em 48 dias
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